terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Figuras de Estilo

Os alunos do 3º 04 pediram uma revisão das figuras de estilo. Então, resolvi postar aqui esta matéria para que todos possam tirar dúvidas. Revisem e estudem!


FIGURAS DE ESTILO




METÁFORA = significa transposição. Consiste no uso de uma palavra ou expressão em outro sentido que não o próprio, fundamentando-se na íntima relação de semelhança entre coisas e fatos. A metáfora é sempre uma imagem, isto é, representação mental de uma realidade sensível. É uma espécie de comparação latente ou abreviada. Por exemplo: Paulo é um touro.

COMPARAÇÃO = consiste em comparar dois termos, em que vêm expressos termos comparativos, constituindo-se em intermediário entre o sentido próprio e o figurado. Por exemplo: Paulo é forte como um touro.

METONÍMIA = significa mudança de nome. Consiste na troca de um nome por outro com o qual esteja em íntima relação por uma circunstância, de modo que um implique o outro. Há metonímia quando se emprega:

o efeito pela causa = Sócrates tomou a morte(= o veneno).

a causa pelo efeito = Vivo do meu trabalho(= do produto de meu trabalho).

o autor pela obra = Eu li Castro Alves(= a obra de Castro Alves).

o continente pelo conteúdo = Traga-me um copo d’água(= a água do copo).

a marca pelo produto = Comprei um gol(= carro).

o conteúdo pelo continente = As ondas fustigavam a areia(= a praia).

o instrumento pela pessoa = Ele é um bom garfo(= comilão).

o sinal pela coisa significada = A cruz dominará o Oriente(= Cristianismo).

o lugar pelo produto = Ele só fuma Havana(= cigarro da cidade de Havana).

SINÉDOQUE = consiste em alcançar ou restringir a significação própria de uma palavra. É o emprego do mais pelo menos ou vice-versa, isto é, a troca de um nome pelo outro de modo que um contenha o outro.

a parte pelo todo = No horizonte surgia uma vela(= um navio).

o todo pela parte = O mundo é egoísta(= os homens).

o singular pelo plural = O homem é mortal(= os homens).

a espécie pelo gênero = Ganhei o pão com o suor do rosto(= alimento).

o indivíduo pela classe = Ele é um Atenas(= cidade culta).

a espécie pelo indivíduo = No entender do Apóstolo…(São Paulo).

a matéria pelo instrumento = Ela possui lindos bronzes(= objetos).

o abstrato pelo concreto = A audácia vencerá(= os audaciosos).

CATACRESE = é o desvio da significação de uma palavra por outra, ante a inexistência de vocábulo apropriado. Origina-se da semelhança formal entre dois objetos, dois seres. É uma metáfora estereotipada. Por exemplo: Dente de alho; pernas da mesa.

ELIPSE = é a omissão de um termo da frase facilmente subentendido. Por exemplo: "Na terra tanta guerra, tanto engano, tanta necessidade aborrecida, no mar tanta tormenta e tanto engano"(Camões). Os casos mais comuns são de verbos(ser e haver), a conjunção integrante(que), a preposição(de) das orações subordinadas substantivas indiretas e completivas nominais, sujeito oculto.

ZEUGMA = é a omissão de um termo já expresso anteriormente na frase. Por exemplo: Nem ele entende a nós, nem nós a ele.

PLEONASMO = consiste na repetição de uma mesma idéia por meio de vocábulos ou expressões diferentes. Por exemplo: Resta-me a mim somente uma esperança.

POLISSÍNDETO = é a repetição de uma conjunção. Por exemplo: E rola, e rebola, como uma bola.

ANACOLUTO = consiste na interrupção do esquema sintático inicial da frase, que termina por outro esquema sintático. Por exemplo: Este, o rei que têm não foi nascido príncipe(Camões).

ONOMATOPÉIA = consiste no uso de palavras que imitam o som ou a voz natural dos seres. Graças a seu valor descritivo, é também excelente subsídio da linguagem afetiva. Por exemplo: Os sinos bimbalhavam ruidosamente.

RETICÊNCIA = consiste na proposital suspensão do pensamento, quando se julga o silêncio mais expressivo que as palavras. Por exemplo: Nós dois … e, entre nós dois, implacável e forte.

SILEPSE = concordância ideológica. A concordância não é feita com o elemento gramatical expresso, mas sim com a idéia, com o sentido real.

A silepse pode ser: de gênero = Vossa Majestade mostrou-se generoso. (V.Majestade = feminino e generoso = masculino); de número = O povo lhe pediram que ficasse. (o povo = singular e pediram = plural); de pessoa = Os brasileiros somos nós.(os brasileiros = 3ª pessoa e somos = 1ª pessoa).

ANTÍTESE = consiste na exposição de uma idéia através de conceitos ou pensamentos opostos, quer fazendo confrontos, quer associando-os. Por exemplo: Buscas a vida, e eu a morte; procuras a luz, e eu as trevas.

IRONIA = consiste no uso de uma expressão, pela qual dizemos o contrário do que pensamos com intenção sarcástica e entonação apropriada. Por exemplo: A excelente D. Celeste era mestra na arte de judiar dos alunos.

EUFEMISMO = consiste no uso de uma expressão em sentido figurado para suavizar, atenuar uma expressão rude ou desagradável. Por exemplo: Ficou rico por meios ilícitos(= roubou).

HIPÉRBOLE = consiste em exagerar a realidade, a fim de impressionar o espírito de quem ouve. Por exemplo: Ele se afogava num dilúvio de cartas.

PROSOPOPÉIA = consiste na personificação de coisas e evocação de deuses ou de mortos. Por exemplo: As estrelas disseram-me: aqui estamos.

ANTONOMÁSIA = substituição de um nome próprio por um nome comum, por uma apelido ou por um título que tornou a pessoa conhecida. Por exemplo: O Mártir da Inconfidência (para Tiradentes).

PERÍFRASE = rodeio de palavras, circunlóquio: por exemplo: A mais antiga das profissões (a prostituição).

SINESTESIA = figura que se baseia na soma de sensações percebidas por diferentes órgãos dos sentidos. Por exemplo: A ondulação sonora e táctil entrava pelos meus ouvidos.

PARADOXO = expressão contraditória. Por exemplo: Ia divina, num simples vestido roxo, que a vestia como se a despisse(Raul Pompéia).

APÓSTROFE = é uma invocação, um chamado emotivo. Por exemplo: Deuses impassíveis… Por que é que nos criastes?(Antero de Quental).

GRADAÇÃO = é a disposição das idéias numa ordem gradativa. Por exemplo: Homens simples, fortes, bravos… hoje míseros escravos sem ar, sem luz, sem razão…(Castro Alves).

ASSÍNDETO = é a ausência de conectivos numa seqüência de frases. Por exemplo: Destrançou os cabelos, soltou-os, trançou-os de novo(Pedro Rabelo).

HIPÉRBATO = é uma inversão dos termos da frase, uma alteração na ordem direta. Por exemplo: Já da morte o palor me cobre o rosto(Álvares de Azevedo).

ANÁFORA = é a repetição de um termo no início das frases ou versos. Por exemplo: Tem mais sombra no encontro que na espera. Tem mais samba a maldade que a ferida(Chico Buarque de Holanda).

ALITERAÇÃO = é a repetição de sons consonantais iguais ou semelhantes. Por exemplo: E as cantilenas de serenos sons amenos fogem fluidas, fluindo à fina flor dos fenos(Eugênio de Castro).

ASSONÂNCIA = é a repetição de sons vocálicos iguais ou semelhantes. Por exemplo: Até amanhã, sou Ana da cama, da cana, fulana, sacana(Chico Buarque de Holanda).

PARANOMÁSIA = é o encontro de duas palavras muito semelhantes quanto à forma. Por exemplo: Ser capaz, como um rio, (…) de lavar do límpido a mágoa da mancha(Thiago de Mello).


Fonte: http://www.micropic.com.br/noronha/grama_fig.htm

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Autores contemporâneos

Caso, meus caros alunos, queiram ver outros autores contemporâneos, visitem o site abaixo e vejam os links disponíveis:

http://www.sobresites.com/poesia/contemp1.htm
e
http://www.sobresites.com/poesia/contemp2.htm

Na parte de tópicos há muita coisa boa no campo da Literatura.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

1º Bimestre - Literatura

Bom, meus alunos, a matéria de Literatura do 1º Bimestre é só esta. Na parte de comentários vocês podem deixar suas dúvidas que postarei respostas. Breve deixarei aqui atividades.

Visitem meu Blog!!!

Este não é escolar, mas contém muita coisa legal, inutilidades úteis para todos.

http://tatatingadepitibau.blogspot.com/

Visitem e façam comentários e, se gostarem, indiquem ele para seus amigos.

Yratã G. Mendes

Nascido em Malacacheta-MG, 19/07/74, é escritor e professor de Língua Portuguesa e Literatura na rede pública. Iniciou sua produção ainda jovem em 1992 e publicou sua primeira obra ("A estranha dinâmica estética dos postes"), de forma independente, em 2008. Sua segunda obra ("O homem que brigava com espelhos"), também independente, foi publicada em 2009 e contém contos que tratam da nossa relação com espelho, identidade e imagem.


Poemas:

VAZIO URBANO

Um envelope,

Jornais velhos,

Papéis espalhados,

Cigarros usados,

Garrafas vazias,


Almas vazias,

Locuções ocas,

Ocos ocos...



BOCA DA NOITE

Amarelam-se os dentes

Da boca da noite,

Cerrada e enfumaçada...

21

Embranquece-se o sol noturno

Que parte a madrugada

E lá no canto do bueiro

Jaz seu coração,

Partido, gélido,

Sujo e maltrapilho

Em lágrimas afogado

Na rua mal varrida

Da ilusão acabada...


Poemas retirados do livro "A estranha dinâmica estética dos postes".

Arnaldo Antunes

Arnaldo Antunes (São Paulo, 2 de setembro de 1960) é um músico, poeta e artista visual brasileiro, mais conhecido por sua participação como integrante do grupo de rock Titãs. Em suas principais áreas de atuação artística, a música, a poesia e a arte visual, demonstra a influência de sub-gêneros modernistas ou pós-modernistas.

Poemas:


as coisas



As coisas têm peso,

massa,

volume,

tamanho,

tempo,

forma,

cor,

posição,

textura,

duração,

densidade,

cheiro,

valor,

consistência,

profundidade,

contorno,

temperatura,

função,

aprência,

preço,

destino,

idade,

sentido.

As coisas não têm paz.





(Arnaldo Antunes in "as coisas" Ed. Iluminuras 1993)

O Buraco do Espelho

o buraco do espelho está fechado

agora eu tenho que ficar aqui

com um olho aberto, outro acordado

no lado de lá onde eu caí


pro lado de cá não tem acesso

mesmo que me chamem pelo nome

mesmo que admitam meu regresso

toda vez que eu vou a porta some


a janela some na parede

a palavra de água se dissolve

na palavra sede, a boca cede

antes de falar, e não se ouve


já tentei dormir a noite inteira

quatro, cinco, seis da madrugada

vou ficar ali nessa cadeira

uma orelha alerta, outra ligada


o buraco do espelho está fechado

agora eu tenho que ficar agora

fui pelo abandono abandonado

aqui dentro do lado de fora


(in o carioca - revista de arte e cultura nº 2/ julho e agosto 1996)






Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arnaldo_Antunes
http://www.revista.agulha.nom.br/aantu03.html
http://www.revista.agulha.nom.br/aantu01.html



Lindolf Bell

Lindolf Bell, filho de Theodoro e Amália Bell, nasceu na cidade de Timbó em 2 de novembro de 1938. Foi de seus pais que herdou a clareza dos poemas, os quais mesmo sendo produzidos na urbanidade, conservaram elementos da vida agrária. Os pais do poeta eram lavradores, porém, com um grande sentimento e conhecimento de mundo, o que definitivamente ficou enraizado em sua vida e obras.

Poemas:

Legado

Deixarei por herança
não o poema
mas o corpo no poema
aberto aos quatro ventos

Pois todo poema
é verde e maduro,
em areia movediça
de angústia, solidão
Onde me debato
ainda que finja o contrário
em busca da verdade
e seu chão

Deixarei por herança
não o poema
Mas o corpo repartido
na viagem inconclusa

Pois todo o poema maduro
é um verde poema
E, mesmo acabado,
se estriba na inconclusão
Claro, sem esquecer,
o estratagema da paixão



Réquiem

Não escreverei sobre ausências.
Ausência é bandeira de nada.
É ter partido
em direção de um país sem lodo nem lama.
Onde a identidade se faz de afeto.
E a dúvida é poço entreaberto
e o coração um fruto de semente madura.

Ausência é só lembrar, é só lembrar!

Ausência é só lume de esquecimento.
É só limo de eternidade.
É só flor de certeza e agonia.
Só o corpo impedido, só surdo desejo,
só pele mudada em terra,
só tempo feito areia.

Ausência é só lembrar, é só lembrar!


Fontes:
http://www.lindolfbell.com.br/

Affonso Romano Sant'Anna

Nascido em Belo Horizonte (27/03/1937)é poeta, ensaísta, cronista e professor. Affonso Romano de Sant'Anna é rigoroso no texto, apesar de refinadamente popular. Um poeta do nosso tempo, integrado em problemas e perplexidades atuais. Um dos mais legítimos representantes da literatura brasileira contemporânea

Poemas:

Limites do Amor

Condenado estou a te amar
nos meus limites
até que exausta e mais querendo
um amor total, livre das cercas,
te despeça de mim, sofrida,
na direção de outro amor
que pensas ser total e total será
nos seus limites da vida.

O amor não se mede
pela liberdade de se expor nas praças
e bares, em empecilho.
É claro que isto é bom e, às vezes,
sublime.
Mas se ama também de outra forma, incerta,
e este o mistério:

- ilimitado o amor às vezes se limita,
proibido é que o amor às vezes se liberta.



O Duplo

Debaixo de minha mesa
tem sempre um cão faminto
-que me alimenta a tristeza.

Debaixo de minha cama
tem sempre um fantasma vivo
-que perturba quem me ama.

Debaixo de minha pele
alguém me olha esquisito
-pensando que eu sou ele.

Debaixo de minha escrita
há sangue em lugar de tinta
-e alguém calado que grita.


Fontes:
http://www.geocities.com/artuso.geo/index.html
http://www.geocities.com/artuso.geo/poesias.htm

Valéria Tarelho

Valéria Aparecida Tarelho, (Santos-SP, 27/04/1962), formou-se em Direito, mas optou pelos caminhos “tortuosos” da poesia. Viveu na cidade de Guarujá-SP até dezembro de 1998, quando se mudou para São José dos Campos-SP, onde reside. Seus primeiros escritos - poesia, em maior escala - datam de abril de 2002.

Poemas:


[sem título]

falhas, filhos, folhas
: não fossem as vogais
daria tudo na mesma
quase todo mundo tem
uma resma de problemas



desgarrada

sou a ovelha negra da família
a única que urra
late mia
lambe as próprias feridas
cicatriza sozinha

- enquanto o rebanho
diz amém a tudo
com balido -



cor de rosa choque


cheia de indiretas
indiscreta [na medida]
ousada [e daí?]
se preciso vou à luta
armada de meu veneno
:
inócuo para uns
estonteante para poucos
letal para quem for louco
de pisar em mim

[no fundo camuflo
um puta medo
de ser feliz]



quae sera tamen


arraigado em mim
há um bicho arredio
acuado no tédio
urrando liberdade
ainda que poesia


Fontes:

http://v-tarelho.sites.uol.com.br/
http://v-tarelho.sites.uol.com.br/poemas.htm

Visitem seu blog (http://valeriatarelho.blogspot.com/) e sua comunidade no Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=3799524).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

LITERATURA CONTEMPORÂNEA

literatura contemporânea

A literatura contemporânea, que alguns chamam de pós-moderna, é resultado das grandes mudanças ocorridas da metade do século XX para cá. Desde os anos 50, houve no mundo todo, profundas transformações na economia, na política e, especialmente, na área tecnológica. Evidentemente, tudo isso se refletiu nas artes em geral.

Na literatura contemporânea há uma grande mistura de tendências que conserva muito do Modernismo, tanto nas artes plásticas quanto na literatura. Hoje, o dia-a-dia das pessoas é invadido pela tecnologia de massa – TV, computador, telefonia celular – o que provocou o que alguns estudiosos a chamar o mundo de “uma grande aldeia global”. Mas, por paradoxal que possa parecer, convive-se ainda com um contingente de pessoas que não tem acesso aos meios mais simples de comunicação, os chamados “excluídos digitais”.

A literatura contemporânea, assim, demonstra a intertextualidade desta mistura dos meios de comunicação, incorporando suas técnicas. Nela estão presentes também a liberdade formal, humor, captação do cotidiano e cenas da vida urbana. A linguagem na literatura contemporânea é próxima do coloquial e o vocabulário é bem simples.

Na literatura contemporânea, há eliminação das fronteiras entre o erudito e o popular, o que permite a valorização da arte popular feita por pessoas simples, oriundas das classes mais baixas da população.

O que era considerada “cultura regional”, com a literatura contemporânea passa a ser vista como produção artística de qualidade tão boa e importante como a dos artistas considerados consagrados, motivo de valorização e reconhecimento nos meios acadêmicos.

Fonte: http://www.literaturaepoesia.com/literatura-contemporanea.php

Embora o mundo tenha se tornado “uma grande aldeia global” e as distâncias na comunicação encurtadas pelo mundo virtual, as pessoas, cada vez mais individualizadas começam a sofrer com o afastamento causado pela distância virtual. Mais e mais pessoas se isolam num comportamento solitário de se comunicar através de recursos tecnológicos e sem sair de casa. É o paradoxo da comunicação da nova era: aproximar as pessoas para afastá-las.

Assim, podemos deduzir algumas características desta literatura contemporânea:

- Intimista

Há a necessidade de se expressar o que é íntimo. Seus sentimentos, seus anseios, suas aflições, suas vontades e sua alma são próprias e nada nos torna mais humanos do que estas particularidades. Assim, não nos tornamos padronizados e a arte pode tratar disto sem pudor algum demonstrando com fidelidade a alma humana.

- Urbana

A preocupação com o mundo urbano tornou-se objetivo desta literatura. Os problemas sociais, políticos, econômicos, etc., são comuns nas narrativas e poemas atuais. A preocupação com o puramente regional cede espaço para os temas que são comuns nas cidades: violência, drogas, pobreza, exclusão, solidão, entre outros.

- Política

O Modernismo apontou o caminho das pedras numa literatura participativa (engajada) e crítica. Esta hoje é ainda mais crítica e com uma participação sócio-política ainda mais atuante e profunda.

- Esotérica e de auto-ajuda

Com a individualidade vem a solidão. Da solidão vem o vazio. Se o vazio e a sensação de inutilidade se fizerem parceiras a religião pode ser o caminho. Porém se as religiões seculares não forem suficientes, há espaço para alternativas como o esoterismo. E, para aqueles que ainda não se satisfazem por estarem deprimidos e frustrados, há os manuais para a vida, os livros de auto-ajuda, ultimamente, são best-sellers em livrarias.

- Ficção fantástica

Para fugir da realidade, a literatura fantástica toma espaço não mais só entre o público infanto-juvenil, mas entre adultos. Mundos paralelos, seres mitológicos, seres fantásticos e pessoas com poderes maravilhosos são elementos que compõem estas obras. A necessidade do sonho em meio à dura realidade que nos envolve é bem evidente. Contos de fadas para adultos tornaram-se necessários.

- Uso de tecnologia para expressão

A arte ultrapassa seus limites ao agregar-se à informática. Livros eletrônicos (e-books) e poemas animados e interativos com recursos flash abrem espaço para a literatura digital. E isto é matéria para ser vista depois e na prática.

Autores (que iremos ver):

Afonso Romano Sant’Anna

Valéria Tarelho

Arnaldo Antunes

Lindolf Bell

Yratã G. Mendes

Há muitos autores, basta vasculhar a internet e vocês terão uma lista quase infindável de novos autores produzindo obras para a contemporaneidade.