quinta-feira, 20 de junho de 2013

TEXTO DA PROVA BIMESTRAL - EE "MARIA DA PIEDADE FONSECA"

Uma crônica que demorei em fazer

Alídio Monferdini Neto

Segunda-feira, já passa das nove horas da noite, aula de Língua Portuguesa.
Assunto: crônicas. Ah! Não demorou muito e a professora logo tascou um exercício para casa. _“Queridos alunos, quero que vocês façam uma crônica sobre um assunto de livre escolha de vocês. Entreguem na próxima aula. Boa Semana, tchau!”
Terça-feira e nem havia pensado em um assunto. Na verdade, para quem estuda Jornalismo, o fato de não ter um tema em mente incomoda bastante. No entanto, todos os universitários têm muitos assuntos pela mente, assuntos diversos, misteriosos, engraçados. Mas nem sempre estes são temas esperados pela professora em uma crônica.
Era mês de Páscoa. Legal!! Farei sobre a fé cristã. Não, isso é muito denso, difícil. Então porque não fazer sobre os chocolates? Que alívio!! Que isso seja feito, para não perder um ponto precioso na matéria. Que isso seja feito, para não ser o único da sala que, poxa, não entregou a atividade no prazo. Previsível demais, a maioria dos colegas fez sobre esse assunto. E eu achava que havia sido brilhante. Posso garantir que, como todo “bom aluno de faculdade”, passei toda a semana sem me lembrar de fazer essa crônica e, para não ser diferente, tive exatamente a mesma idéia dos outros colegas a respeito do tema.
Durante os outros dias da semana, na sala de aula, ninguém mais falava sobre o assunto, possivelmente nem se lembrava.
No fim de semana, para todos os jovens universitários, fica determinado que se faça o quê? Tudo! Tudo mesmo! Menos uma crônica. As professoras da segunda-feira ficam bravas, pois grande parte dos alunos não faz, não entrega, não imprime as atividades durante o fim de semana. E, sem dúvida, sempre se ouve: “Nem a pesquisa, Joãozinho?”; “Seu trabalho vai valer menos!”; “Isso é irresponsabilidade!” Segunda-feira próxima, dia da entrega.
É, foram muitas as alegrias no final de semana, mas posso garantir que durante toda a semana, foi tudo muito corrido e cheio de trabalhos. Temos diversas matérias para estudar, provas, pesquisas, livros. Temos trabalhos fora da faculdade também e compromissos pessoais. Isso nos faz esquecer ou deixar pra depois a nossa obrigação acadêmica (é o que não falta em jornalismo!).
Será que todos os professores são iguais? Enfim, somos jovens e estudantes, e só por que não fazemos as lições de casa todos os dias, eles pensam que não levamos a sério o estudo. Levamos sim, do nosso jeito. Do meu jeito, pelo menos.
Momento da entrega. E aí, será que essa crônica está certa? Será que arrumei um tema legal? Aliás, qual foi o meu assunto?
Ao reler essa crônica penso: não era para ser assim. Era para pegar um assunto super interessante e deixar a professora boquiaberta. Boquiaberta ela está sim, mas com os sabe-se lá quantos dias ultrapassei o prazo estabelecido pela querida professora para a entrega do exercício de crônica. Tenho tantas tarefas para fazer, sou muito ocupado. E o que vocês e a professora têm a ver com isso?
Que cada um dê um jeito em sua própria vida, organize-se. Minha crônica saiu e ainda por cima é metalingüística!! Crônica que fala de Crônica.
É, e que assim seja feito, caros amigos universitários. Façam de tudo, mas façam! Não se esqueçam das leituras, pesquisas, atividades complementares, produção de texto, resenhas, resumos...