Poemas:
VAZIO URBANO
Um envelope,
Jornais velhos,
Papéis espalhados,
Cigarros usados,
Garrafas vazias,
Almas vazias,
Locuções ocas,
Ocos ocos...
Amarelam-se os dentes
Da boca da noite,
Cerrada e enfumaçada...
21
Embranquece-se o sol noturno
Que parte a madrugada
E lá no canto do bueiro
Jaz seu coração,
Partido, gélido,
Sujo e maltrapilho
Em lágrimas afogado
Na rua mal varrida
Da ilusão acabada...

Um comentário:
axo que este post nao deu erro...
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